i don’t know how i’m meant to feel anymore

coloco uma playlist de sugestões do spotify. não sei se o algoritmo do aplicativo não é muito afiado ou se eu sou mais incoerente do que imagino ser. até agora, nada do que ele me ofereceu eu mesma buscaria para ouvir. músicas e mais músicas que me lembram todas wherever you will go da bandaContinuar lendo “i don’t know how i’m meant to feel anymore”

esse é o meu primeiro texto de bloco de notas

faz anos que trabalho na terapia essa minha ânsia de ser incrível. isso: incrível. perfeita eu já sei que não sou, ninguém é, etc blablabla. mas incrível? isso é possível. e eu quero. cresci querendo: tirar dez e não oito, escrever um bestseller com onze anos, fazer um moicano e ser a christiane f. doContinuar lendo “esse é o meu primeiro texto de bloco de notas”

Meu lugar favorito é um poema que reverbera

Mais bonita do que a palavra orvalho,  é o nome de sua vó. Quem disse isso foi Marcelino Freire em uma aula que caí por esses dias. Com os tímpanos maravilhados, o escutei falar sobre como,  aos dez anos,  descobriu a poesia com Manuel Bandeira e a arte do teatro com a escola. Descobri queContinuar lendo “Meu lugar favorito é um poema que reverbera”

Conversas de quinta-feira

voar de balão na capadóciachampanhe geladoum brinde ao sol que nascebraços arrepiadosque me seguram a cinturaas mãos minhasque se agarram à borda finada caixa que é a beirado mundoo céu que acabaem borracha coloridae rochas fantásticaspiscopiscopisconão é um sonhoe porque quero acordarolho para baixoe penso em me jogarnos vulcões da turquia

Gancho de esquerda

Teu coração adoidadoquer bater fora do peito,correr desenfreado,comer três futurosIncansávelCom um suspirofrágilfrágilfrágilTu pega esse desembestado pelas mãose diz– Te aquieta, seu escrotoTu sabe que por hora,e só por hora,ele te acataTu sabe que amanhã,talvez ainda hoje,esse aloprado te escapa,te faz refém,te mata.

Sobre sonhos que chegam em kombis brancas

As tardes eram tão tediosas. Só se ouvia o barulho do sol ardido e de alguns pássaros corajosos a cantar naquela quentura. Até que a kombi branca virasse na esquina. Era o padeiro. Ele vinha bem devagar, dando oportunidade para todas as avós e avôs da rua fazerem seu pedido. Pão francês fresquinho, era oContinuar lendo “Sobre sonhos que chegam em kombis brancas”