Conversas de quinta-feira

voar de balão na capadóciachampanhe geladoum brinde ao sol que nascebraços arrepiadosque me seguram a cinturaas mãos minhasque se agarram à borda finada caixa que é a beirado mundoo céu que acabaem borracha coloridae rochas fantásticaspiscopiscopisconão é um sonhoe porque quero acordarolho para baixoe penso em me jogarnos vulcões da turquia

Gancho de esquerda

Teu coração adoidadoquer bater fora do peito,correr desenfreado,comer três futurosIncansávelCom um suspirofrágilfrágilfrágilTu pega esse desembestado pelas mãose diz– Te aquieta, seu escrotoTu sabe que por hora,e só por hora,ele te acataTu sabe que amanhã,talvez ainda hoje,esse aloprado te escapa,te faz refém,te mata.

Sobre sonhos que chegam em kombis brancas

As tardes eram tão tediosas. Só se ouvia o barulho do sol ardido e de alguns pássaros corajosos a cantar naquela quentura. Até que a kombi branca virasse na esquina. Era o padeiro. Ele vinha bem devagar, dando oportunidade para todas as avós e avôs da rua fazerem seu pedido. Pão francês fresquinho, era oContinuar lendo “Sobre sonhos que chegam em kombis brancas”