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  • sobre a raiva
  • Conversas de quinta-feira
    voar de balão na capadóciachampanhe geladoum brinde ao sol que nascebraços arrepiadosque me seguram a cinturaas mãos minhasque se agarram à borda finada caixa que é a beirado mundoo céu que acabaem borracha coloridae rochas fantásticaspiscopiscopisconão é um sonhoe porque quero acordarolho para baixoe penso em me jogarnos vulcões da turquia
  • O peso do vento
    Rosana era alguém de poucas manias. Se agradava em acordar às seis e coar com calma o café no filtro de pano, deixando a água quente cair conforme ia girando a caneca com o pulso. Depois se sentava à mesa do apartamento de dois cômodos e meio. Meio porque um corredor não é uma cozinha, era o que dizia sua vó quando a vinha visitar. Antes de se sentar na cadeira de plástico, Rosana gostava de arreganhar as cortinas de algodão que davam para as portas da varanda da sala, que, por sua vez, davam para um grande nada. TeveContinuar lendo “O peso do vento”
  • A ansiedade é da cor da privada
    Azul feito a pílula que tomo todas as manhãs.É essa a cor do céu que vejo pelos vidros sujos ao fim do corredor. Fico na ponta dos pés para conseguir enxergar, por sobre armários e colunas, o que me cabe do lado de fora. Tento imaginar o sol das três queimando minha nuca. O calor da lã enroscada no meu pescoço quase me engana, mas pelo canto dos olhos posso ver a folha que, pregada no armário com um ímã-calendário de um restaurante self-service, balança com o vento do ar condicionado desregulado. Volto a plantar meus pés no carpete cinzaContinuar lendo “A ansiedade é da cor da privada”

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